sexta-feira, 18 de maio de 2012

Festa de Formatura-Pedagogia 2012


Caros Colegas do Curso de Pedagogia
Conviver é uma atitude que precisa ser muito bem administrada, em todos os âmbitos de nossa vida. Valorizar e reconhecer o que temos de melhor é imprescindível para que sejamos grandes seres humanos.
Hoje vivemos um momento de grande alegria, que com certeza vocês professores fazem parte da trajetória até aqui percorrida. Pelas alegrias e tristezas, pela individualidade incontestável, pela amizade e respeito, queremos agradecer, não somente por ter-nos proporcionado à ampliação dos nossos conhecimentos conteudistas, mas pela experiência de vida diária, com a qual crescemos humanisticamente ainda mais. Deus os abençoe sempre e que tenhamos a oportunidade de encontrar-nos como colegas de profissão!
"Quando buscarmos a verdade de um modo definitivo, nossa vida mudará por completo, porque há uma linguagem através do silêncio que nos aponta o que fazer”.
Agradecimento primordial não poderia deixar de ser Àquele, que nos permitiu sonhar de uma forma que alargasse nossos horizontes.Desde o início do curso,sonhei, busquei e conquistei, mas antes o sonho foi plantado em mim, obrigado ao Deus que semeou.
O maior pecado do ser humano é ignorar sua força interior, seu poder criador e sua herança divina”. Sempre estiveste ao meu lado, nas minhas quedas, nas minhas fraquezas, nas lutas e controvérsias, vitórias e derrotas. Sei que, principalmente agora, estais ao meu lado. Obrigado por compartilhar esse momento. Obrigado por tudo que vi, ouvi e aprendi. Obrigado pela graça,e pelo dom da vida!
Iniciamos nossa caminhada no ano de 2009, ocasião em que fomos, entre muitos candidatos, aprovados no concurso vestibular. Durante quatro anos de nossas vidas convivemos no Curso de Pedagogia. Eram muitos os sonhos de cada um de nós, mas tínhamos um objetivo comum, objetivo esse que hoje se consagra. Experimentamos muitas dificuldades, descobrimos que não havia um único caminho, nem somente uma única resposta às nossas inúmeras indagações. Para que chegássemos ao dia de hoje, foi necessário que traçássemos nossos próprios caminhos e também fôssemos capazes de argumentar respostas para as inúmeras indagações que fizemos. Aqui estamos, chegamos ao fim do nosso objetivo. Ou seria apenas o começo?
A nossa jornada acadêmica de graduação teve o seu término. Não temos mais as aulas noturnas, os estágios, as chamadas, o edital de notas. Parece estranho, mas sentiremos falta daquilo que nós contávamos os dias para que chegasse o fim. Sentiremos falta das festas da cantina, das bagunças, dos intervalos de aula, da angústia que predominava cada um de nós nas vésperas de inúmeros seminários. Sentiremos falta também dos nossos queridos professores. Estes que nos acompanharam e nos orientaram em cada momento de crescimento intelectual. Afinal, nosso êxito foi alcançado, e isso só foi possível devido a muita dedicação de cada um de nós.
Mas esse não foi um caminho que percorremos sozinhos, tivemos o conforto de nossos lares, junto aos nossos pais, esposos, filhos, namorados. Tivemos ainda a sábia orientação de nossos mestres. Contamos com a organização dos funcionários da nossa universidade e a todos eles somos gratos e dedicamos também a nossa vitória. Nesse momento chegamos ao fim da nossa vida acadêmica e ao início da vida profissional. Muitos de nós já trabalhávamos com a educação, como professores. Mas somente a partir deste dia poderemos exercer a pedagogia como profissão.
Dois caminhos de nossas vidas se encontram no dia de hoje: o término da vida acadêmica e o início da vida profissional. Um que agora celebramos como uma conquista, e outro que deslumbra muitos outros desafios e objetivos a serem traçados. No entanto, há algo de mais forte que liga ambos os caminhos: A NOSSA LUTA E NOSSA DETERMINAÇÃO. Toda essa luta se fez presente e sempre estará em cada uma de nossas vidas, tornando-se possível que, busquemos sem exitar nossos objetivos.
Durante o curso, foram muitos os momentos que fomos testados, para obtermos o nosso grau. Resistimos e rompemos cada barreira que nos foi colocada. Nada mais justo que, no dia de hoje, gozemos de tal felicidade. Hoje recebemos nosso diploma, símbolo de nossa luta! Deixamos a universidade, mas não deixaremos nunca o aprender!
A escola da vida ainda tem muito a nos ensinar! Será necessária a cada uma de nós a atualização contínua, para que realmente possamos realizar agora, não mais um objetivo acadêmico e sim o objetivo profissional. Pois mais do que nunca, sabemos que o futuro da educação também está em nossas mãos. Seria utópico dizer, que sozinhos podemos transformá-la, são inúmeros os problemas que a educação vem sofrendo. Mas no dia de hoje, cada um de nós assumimos um compromisso, um compromisso com a transformação. A sociedade brasileira vem sofrendo inúmeras influências mundiais. A humanidade desenvolveu-se tecnologicamente. No entanto, o poder e os frutos de tal desenvolvimento revelam a pior distribuição da história.
A riqueza e a miséria marcam a vida dos homens no final do milênio. Segundo Emir Sader, as tendências econômicas que propiciam o desenvolvimento tecnológico são as mesmas que concentram renda e excluem a maioria da população do usufruto de suas conquistas. Desta forma, o progresso caminha no sentido inverso à justiça social. Embora os discursos oficiais sejam outros, torna-se cada vez maiores as barreiras a serem transpostas para que se construa uma sociedade moralmente justa e politicamente integrada.
Mas, qual seria o papel do pedagogo no atual contexto histórico? São muitas as críticas feitas à escola, já que ela representa para uma porcentagem significativa da população, uma oportunidade única! Por isso, a escola deve ser um espaço crítico, capaz de refletir as relações de trabalho existentes na sociedade, visando a transformação de uma sociedade justa e igualitária. No entanto, não basta apenas que a escola faça essa reflexão, é necessário o envolvimento de toda a sociedade. Atualmente, nas escolas, os sonhos profissionais dos alunos são muitos! Mas quais são as possibilidades de concretização???
A escola falha, quando não discute com os alunos quais são os limites postos pela sociedade na realização destes sonhos. O fracasso escolar não pode ser atribuído apenas aos profissionais da educação. A escolada, nada mais é do que produto de uma sociedade confusa e historicamente determinada. É nosso papel reavaliar as atuais práticas pedagógicas.
Elas devem ser instrumento de reflexões em busca das transformações. Não podemos negar que a educação apresenta-se relativamente subordinada à economia e à política. E, como tal, a década assume inconscientemente um papel na conservação da estrutura social vigente. A escola precisa romper com a reprodução! Para tal, é necessário que se instale nas escolas a reflexão. A escola não pode deixar de cumprir seu papel vital: a transmissão de conhecimentos vivos e concretos!
Segundo Franco, o pedagogo deve enfrentar o desafio de transformar a escola, o que significa assumir um compromisso com a transformação social, com a melhoria do ensino e com a própria formação do aluno. É colegas, serão muitas as barreiras que encontraremos, mas estou certa de que seremos capazes de superá-las, principalmente porque contamos com a ajuda do nosso Ser Superior: DEUS!!!!
 Obrigada.

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